top of page

1. Ambiente e saúde: vulnerabilidades e riscos
 

Esse eixo é clássico na área de Geografia da saúde. No momento atual, que vulnerabilidades estão moduladas pelo contexto de saúde e ambiente e as condições de vida que estamos vivenciando? Esse eixo engloba também os métodos e técnicas utilizados para realizar pesquisas e projetos relacionando a Geografia e a Saúde e as geotecnologias têm sido destacadas como instrumento para entendimento da dinâmica espacial e de processos decisórios na área técnica. Entre os diversos questionamentos decorrentes dessa relação, o evento irá priorizar três questões centrais: como as geotecnologias em saúde podem fornecer um aporte ainda mais consolidado para o estudo da difusão espacial e de situações de risco e vulnerabilidade? Como difundir esse conhecimento de maneira que tenhamos profissionais com formação suficiente para atuar em suas localidades, assim como na realização de estudos comparativos? Como o mapeamento de doenças e vulnerabilidades, agora e futuro, pode auxiliar na capacidade de resiliência e combate a esses agravos?

1.1. Vigilância, prevenção e promoção - abordagens geográficas frente agravos de saúde;

Mapeamento das doenças, protocolos de vigilância, prevenção e promoção da saúde.

1.2. Geografia Ambiental, desastres naturais e vulnerabilidade social;

Relação entre meio geográfico e a produção de doenças e o impacto da vulnerabilidade social. Desastres naturais e ciclos de políticas publicas de desastres. Clima e Saúde. Relações entre fatores mesológicos e condicionantes das doenças.

1.3. Fome, Alimentação e o vitalismo;

Alimentação, fome e insegurança alimentar. Complexos alimentares. Políticas Públicas de combate a fome. Cruzamentos da Geografia da Alimentação e Saúde. Vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

2. Políticas Públicas Espaciais e Saúde

Neste eixo tem sido realizadas várias discussões sobre as diversas políticas que podem contribuir para a melhoria das condições de vida da população. Contudo, na conjuntura atual temos algumas demandas a serem acrescentadas devido, entre outras questões, haver uma necessidade ainda maior de políticas públicas para atender à população no contexto de luta contra a diminuição do Estado. Diante desta situação, quais as possíveis táticas e estratégias devem ser ressaltadas para auxiliar a população mais vulnerável? Que tipos de ações devem ser priorizadas? Até que ponto o conhecimento geográfico pode auxiliar o processo de empoderamento das comunidades locais? Como incorporar o espaço na política pública? Como a Geografia pode auxiliar o Sistema Único de Saúde? Além do tema central também debateremos os Saberes tradicionais, práticas alternativas e alternatividades em saúde coletiva, em que a formação socioespacial das práticas, sua espacialização nos contextos municipais e estaduais, a legislação propiciam outras leituras de saúde e ambiente. Quais os limites e potencialidades de cada arte de cura diante dos problemas de saúde coletiva? De que forma esses saberes têm sido utilizados no desenvolvimento de políticas públicas?

 

2.1. Políticas Públicas Espaciais e os Serviços de Saúde

Atenção primária em saúde, regionalização, hierarquização, políticas públicas de isonomia regional, papel das vigilâncias em diversos níveis escalares.

2.2. Abordagens não hegemônicas em saúde: saberes tradicionais e práticas alternativas

Práticas integrativas em saúde; saberes tradicionais e ligação com o meio geográfico; formas e abordagens não hegemônicas de pensar e praticar a saúde no contexto da política de saúde

 

2.3. Saúde mental e território;

Promoção da Saúde mental; transtornos mentais e os espaços precários; serviços de atenção à saúde mental; promoção a saúde mental; mapeamento dos transtornos mentais e suicídio;

2.4. Impacto das múltiplas violências na Saúde;

Mapeamento das violências e seus desdobramentos na saúde pública; vulnerabilidade e violências; Sistema Único de Saúde e atenção a violência;

3. Interseccionalidade e Geografia da Saúde

Esse eixo visa a compreender e analisar a interseccionalidade em Geografia da Saúde compreendendo que a vulnerabilidade, e iniquidades, resultam também das questões de gênero, étnico-raciais e das deficiências. Tema emergente em Geografia da Saúde e que visa responder questões como: qual o papel do Feminismo na Geografia da Saúde enquanto prática e método?  Como mapear as desigualdades e iniquidades em saúde resultantes de questões de gênero, étnico-raciais e de deficiência? Qual o papel das cidades na mobilidade e acessibilidade de pessoas com deficiência e como isto impacta na promoção da saúde?

 

3.1. Geografia da Saúde e Gênero;

Geografia da Saúde e Gênero, territorialidades LGBTQIA+ e as questões de iniquidade, desigualdades e promoção da saúde. Métodos de análise e mapeamento de vulnerabilidades em questões de gênero.  
3.2. Geografia da Deficiência, acessibilidade e cidadania;
Geografia da Saúde e deficiência; Escala do corpo e pessoas com deficiência; mobilidade e acessibilidade e o setor saúde; cidades precárias e pessoas com deficiência. Questões de iniquidade, desigualdades e promoção da saúde. Métodos de análise e mapeamento de vulnerabilidades das pessoas com deficiência.  


3.3. Questões étnico-raciais na Geografia da Saúde;

Geografia da Saúde e questões étnico raciais; Racismo ambiental, vulnerabilidade e questões de iniquidade, desigualdades e promoção da saúde. Métodos de análise e mapeamento de vulnerabilidades de questões étnico-raciais.   

4. Dimensões históricas, epistemológicas e do Ensino de Geografia da Saúde

 

A partir deste eixo pode-se dar continuidade às discussões realizadas em eventos anteriores, bem como refletir sobre questionamentos que vem norteando os debates atuais da Geografia da Saúde: o que a história nos ensina sobre as pandemias e como isso tem contribuído para a formação socioespacial? Há necessidade de novas teorias para a conjuntura que está se estruturando? Que metodologias e técnicas de pesquisa devem ser valorizadas e exploradas para se discutir a conjuntura atual? Que canais de discussão permanente podem ser estruturados? Como ensinamos a Geografia da Saúde nos cursos de Graduação em Geografia, e as diferenças entre bacharelado e licenciatura? Como é ensinada a Geografia em curso técnicos, profissionais e de nível superior na saúde? Como a escola pode ser um centro de promoção da saúde, tendo o professor de Geografia como catalizador?

 

4.1. Formação do Professor de Geografia e a Saúde; 

Ensino e Geografia. Metodologias de Ensino na Geografia da Saúde. Interfaces entre geografia, saúde e educação em vários níveis de ensino. Ensino de Geografia da Saúde no ensino técnico.

 

4.2. Epistemologia e história do Pensamento

Epistemologia da Geografia da Saúde; História do Pensamento Geográfico e a Geografia da Saúde. Métodos em Geografia da Saúde.

bottom of page